Reconstrução LCM: Ligamento Colateral Medial
Reconstrução do Ligamento Colateral Medial (LCM) do Joelho: Estabilidade e Funcionalidade Articular
O Ligamento Colateral Medial (LCM) é a principal estrutura responsável por impedir que o joelho desvie para dentro (mecanismo conhecido como estresse em valgo). Localizado na parte interna da articulação, o LCM desempenha um papel crucial no alinhamento biomecânico e na estabilidade estática do joelho durante a caminhada, a corrida e a prática de atividades físicas.
A lesão do LCM está entre as mais frequentes da medicina esportiva e da traumatologia ortopédica, sendo habitualmente provocada por entorses ou por impactos diretos na parte externa da perna (comuns no futebol, artes marciais, basquete e acidentes de trânsito).
Embora a maioria das lesões parciais apresente boa resposta ao tratamento conservador, as rupturas completas de Grau III com instabilidade crônica, lesões associadas ou avulsões ósseas exigem a reconstrução cirúrgica do LCM para devolver a função mecânica e proteger o joelho contra danos secundários.
Lesão do LCM: Tratamento Conservador vs. Indicação Cirúrgica
Ao contrário do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), o Ligamento Colateral Medial possui uma vascularização rica, o que lhe confere bom potencial de cicatrização em casos de lesões leves a moderadas (Graus I e II). Contudo, a intervenção cirúrgica torna-se indispensável nas seguintes condições:
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Lesões de Grau III com Instabilidade Residual: Rupturas completas onde a margem medial do joelho permanece “aberta” e instável mesmo após semanas de imobilização e fisioterapia.
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Lesões Multiligamentares: Quando a ruptura do LCM ocorre associada a lesões dos ligamentos cruzados (LCA e/ou LCP) ou do canto posteromedial. Nesses quadros, a reconstrução do LCM é fundamental para evitar a falha precoce dos enxertos centrais.
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Avulsão Óssea Distal ou Proximal: Quando o ligamento se solta diretamente de sua inserção no fêmur ou na tíbia com um fragmento ósseo.
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Subluxação ou Sensação de Falseio: Dificuldade para caminhar, mudar de direção ou praticar esportes devido à perda de estabilidade na borda interna da perna.
Excelência Técnica e Autoridade Científica
A cirurgia de reconstrução do LCM exige precisão anatômica no posicionamento dos túneis ósseos e no tensionamento do enxerto, garantindo a restituição do eito dinâmico sem restringir o arco de movimento nativo do joelho.
O Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade, especialista em Ortopedia e Traumatologia e Medicina do Esporte, e Livre-Docente pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP), é uma autoridade internacional em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva.
Sua formação acadêmica inclui pós-doutorado na renomada Université Claude Bernard (Lyon, França) — centro de liderança global no desenvolvimento de cirurgias ligamentares. Como pesquisador e autor de diversos livros e capítulos de alcance internacional publicados pela editora Springer (The Sports Medicine Physician e Specific Sports-Related Injuries), além de dezenas de artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto como o KSSTA (Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy), o Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade aplica as técnicas de reconstrução anatômica mais avançadas para garantir máxima segurança e durabilidade do novo ligamento.
Como Funciona a Cirurgia de Reconstrução do LCM?
Diferente de um simples reparo por sutura (que costuma ser insuficiente em lesões crônicas ou graves), a reconstrução anatômica do LCM utiliza um enxerto de tendão para reestruturar o ligamento danificado:
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Preparo e Escolha do Enxerto: Utilizam-se enxertos autólogos (retirados do próprio paciente, como os tendões flexores semitendíneo e grácil) ou aloenxertos (de banco de tecidos humanos qualificado).
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Confecção dos Túneis Ósseos Anatômicos: Realiza-se uma via de acesso medial para identificar os pontos anatômicos exatos de inserção do LCM no fêmur (epicôndilo medial) e na tíbia, onde são confeccionados túneis ósseos de precisão.
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Passagem, Tensionamento e Fixação: O enxerto é posicionado acompanhando a trajetória original do ligamento nativo e fixado com botões corticais ou parafusos de interferência no ângulo ideal de flexão, restaurando o controle sobre o estresse em valgo.
Protocolo de Reabilitação Fisioterapêutica
A reabilitação pós-operatória é uma etapa essencial para o sucesso da reconstrução do LCM, devendo ser conduzida de forma progressiva e individualizada:
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Proteção Inicial com Braces: O joelho é protegido com uma órtese articulada (brace) para evitar o estresse em valgo e proteger a ancoragem do novo ligamento durante as primeiras semanas de cicatrização.
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Carga Apoiada Gradual: O apoio do pé no chão é liberado progressivamente com auxílio de muletas, preservando a fixação dos túneis ósseos.
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Recuperação da Amplitude de Movimento: Exercícios fisioterapêuticos controlados promovem o ganho de flexão e extensão sem colocar em risco a tensão do enxerto medial.
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Fortalecimento Muscular e Propriocepção: Reativação intensiva do quadríceps, isquiotibiais e musculatura estabilizadora do quadril e core, desenvolvendo o equilíbrio neuromuscular para o retorno seguro às atividades físicas.
A Importância do Diagnóstico e Avaliação Especializada
Identificar precocemente o grau da lesão do LCM e avaliar o comprometimento de outras estruturas periféricas ou do pivô central é indispensável para desenhar o plano de tratamento mais seguro.
Se você sofreu uma torção no joelho, sente dor na borda interna ou queixa-se de instabilidade, agende uma consulta com o Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade. Uma avaliação clínica rigorosa pautada na literatura científica internacional permitirá restaurar a estabilidade, a função e a performance da sua articulação.









