Tratamentos Realizados

Conheça os Tratamentos Cirurgicos realizados pelo Prof. Dr. Sérgio Piedade.

Cirurgia de Artroplastia Parcial do Joelho: Guia Completo sobre a Prótese Unicompartimental e a Preservação Articular

A busca por soluções cirúrgicas que devolvam a mobilidade e eliminem as dores articulares tem evoluído para técnicas cada vez mais precisas, personalizadas e minimamente invasivas. No contexto do tratamento do desgaste articular grave, a Artroplastia Parcial do Joelho — frequentemente denominada prótese unicompartimental — destaca-se como uma das abordagens cirúrgicas mais modernas da ortopedia contemporânea.

Ao contrário da prótese total tradicional, que substitui todas as superfícies da articulação, a artroplastia parcial foca exclusivamente no compartimento afetado pela artrose, preservando intactas todas as estruturas saudáveis do joelho. Essa filosofia de intervenção conservadora proporciona um padrão de movimento muito mais próximo do anatômico e garante uma reabilitação significativamente mais ágil para o paciente.

Artroplastia Parcial do Joelho

O que é a Artroplastia Parcial do Joelho?

A articulação do joelho é anatomicamente dividida em três compartimentos principais: o compartimento medial (parte interna), o compartimento lateral (parte externa) e o compartimento patelofemoral (região anterior, atrás da patela). Em uma parcela considerável dos pacientes acometidos pela osteoartrose (desgaste da cartilagem), o processo degenerativo não atinge o joelho como um todo, mas fica restrito a apenas um desses compartimentos — sendo o medial o mais frequentemente afetado.

A cirurgia de artroplastia parcial consiste na substituição seletiva dessa área danificada. O cirurgião remove a camada comprometida de osso e cartilagem do compartimento doente e a substitui por implantes metálicos de altíssima precisão e uma peça intermediária de polietileno de alta densidade, que atua como a nova superfície de deslizamento e amortecimento.

O grande diferencial dessa técnica reside no que permanece no corpo do paciente: os compartimentos saudáveis não são tocados, e os ligamentos essenciais — especialmente o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e o Ligamento Cruzado Posterior (LCP) — são totalmente preservados.

Experiência e Autoridade Técnica

A indicação e a execução impecável da artroplastia parcial exigem uma precisão milimétrica no diagnóstico biomecânico e na seleção do paciente adequado. O Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade, livre-docente pela FCM/UNICAMP, é referência internacional em cirurgia do joelho, tendo realizado seu pós-doutorado na renomada Université Claude Bernard (Lyon, França) — um dos maiores centros mundiais de desenvolvimento de cirurgias do joelho e artroplastias. Como pesquisador acadêmico e autor de diversos artigos, capítulos e livros internacionais sobre biomecânica articular e artroplastias, o Prof. Dr. Sergio Piedade detém um profundo conhecimento técnico para avaliar o alinhamento, a estabilidade ligamentar e a preservação tecidual, garantindo que o implante parcial seja posicionado com exatidão anatômica para máxima durabilidade e funcionalidade.

Vantagens da Prótese Unicompartimental em Relação à Prótese Total

Para os pacientes que atendem aos critérios clínicos e radiológicos, a escolha pela artroplastia parcial traz um conjunto significativo de benefícios em relação ao procedimento total:

  • Preservação Estrutural e Biológica: Apenas a área doente é removida. Todos os compartimentos hígidos e os ligamentos cruzados permanecem intactos.

  • Cinemática e Propriocepção Naturais: Por manter os ligamentos nativos, o joelho conserva seus receptores sensoriais de posição (propriocepção). O paciente sente o joelho mais “natural” durante o caminhada, a subida de degraus e a realização de exercícios físicos.

  • Procedimento Minimamente Invasivo: Incisões menores significam menor agressão aos tecidos moles ao redor da articulação, reduzindo o trauma cirúrgico.

  • Menor Perda Sanguínea: A preservação do estoque ósseo e a menor extensão do campo cirúrgico diminuem drasticamente o sangramento intraoperatório, eliminando na imensa maioria dos casos a necessidade de transfusões.

  • Pós-Operatório com Menos Dor: A preservação dos ligamentos e dos tecidos saudáveis resulta em um período pós-cirúrgico consideravelmente mais confortável.

  • Recuperação e Reabilitação Aceleradas: Menos tempo de internação hospitalar e um retorno muito mais rápido às atividades da vida diária, ao trabalho e às caminhadas recreativas.

Como Funciona o Procedimento Cirúrgico?

O planejamento cirúrgico sob a condução do Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade começa muito antes do centro cirúrgico. São realizados exames de imagem detalhados, como radiografias com carga, ressonância magnética e alinhamento do eixo mecânico dos membros inferiores, para mapear com exatidão o desgaste e confirmar a integridade das outras estruturas.

No momento da cirurgia, por meio de uma incisão reduzida na parte anterior do joelho, o compartimento acometido é exposto. A cartilagem gasta e o osso subcondral danificado são delicadamente preparados com guias de alta precisão.

Em seguida, o componente metálico femoral e o componente metálico tibial são fixados ao osso. Entre eles, é posicionado o componente de polietileno, restaurando o espaço articular original e corrigindo eventuais deformidades em varo (joelho “curvado para fora”) ou valgo (joelho “curvado para dentro”). Todo o centro da articulação permanece intacto, garantindo que o motor biomecânico natural do joelho continue funcionando sem interferências.

Protocolo de Reabilitação e Retorno às Atividades

A menor agressividade da artroplastia parcial reflete-se diretamente em um protocolo de reabilitação fisioterapêutica dinâmico e precoce:

1. Mobilização e Carga Precoces – Já no primeiro dia após a cirurgia, sob orientação fisioterapêutica, o paciente é incentivado a realizar a extensão e flexão do joelho, além de dar os primeiros passos com apoio do pé no chão e auxílio de muletas ou andador.

2. Ganho Rápido de Amplitude de Movimento – Como o aparelho extensor e os ligamentos cruzados não sofreram modificações cirúrgicas, a recuperação do ganho de dobras e estiramento do joelho ocorre de maneira muito mais rápida e fluida do que na substituição total.

3. Fortalecimento Muscular e Controle Motor – A fisioterapia concentra-se na reativação da musculatura do quadríceps (coxa), dos isquiotibiais e do quadril. O fortalecimento focado devolve a estabilidade ativa e o controle proprioceptivo necessário para caminhadas longas e atividades do cotidiano.

4. Retorno Gradual à Vida Ativa – Com o avanço das semanas, o paciente ganha autonomia para abandonar os apoios, subir e descer escadas sem dor e retomar hobbies, como caminhadas, natação, hidroginástica e ciclismo leve.

Quem é o Candidato Ideal para a Artroplastia Parcial?

Apesar das imensas vantagens da prótese unicompartimental, é importante ressaltar que ela não é indicada para todos os casos de artrose do joelho. Para que a cirurgia ofereça o máximo de durabilidade e eficácia, alguns critérios rígidos precisam ser preenchidos:

  1. Artrose Unicompartimental: O desgaste deve estar rigorosamente limitado a apenas um compartimento do joelho (medial ou lateral).

  2. Ligamentos Cruzados Íntegraos: O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) deve estar totalmente funcional para garantir a estabilidade necessária.

  3. Amplitude de Movimento Preservada: O joelho não pode apresentar rigidez prévia grave nem deformidades angulares severas difíceis de corrigir passivamente.

  4. Ausência de Doenças Inflamatórias Sistêmicas: Condições como a artrite reumatoide costumam afetar a articulação de forma global, sendo melhor tratadas com a substituição total caso haja indicação cirúrgica.

A Importância do Diagnóstico Médico Especializado

Decidir o momento certo e a técnica ideal para o tratamento cirúrgico da artrose exige conhecimento profundo, sensibilidade clínica e constante atualização com a literatura científica mundial. A escolha entre uma intervenção conservadora, uma osteotomia, uma prótese parcial ou uma prótese total depende de um exame físico criterioso, da análise detalhada da rotina de vida e das expectativas de cada indivíduo.

Se você convive com dores constantes no joelho, limitações ao caminhar ou já tem o diagnóstico de artrose, agende uma consulta com o Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade. Uma avaliação personalizada permitirá mapear com exatidão o estado de saúde das suas articulações e determinar se a Artroplastia Parcial do Joelho é o caminho mais seguro e eficiente para restaurar sua qualidade de vida, mobilidade e liberdade de movimento.

As publicações científicas do Prof. Dr. Sergio Rocha Piedade com foco específico em Artroplastia Parcial do Joelho

Artigos Científicos em Periódicos Internacionalmente Reconhecidos

 

Capítulos de Livros Internacionais e Obras de Referência (Editora Springer)

  • Unicompartmental Knee Arthroplasty (UKA) Indications and Technical Pitfalls – Livro: Specific Sports-Related Injuries (Springer). Autores: S. Rocha Piedade, P. Neyret, et al. Descrição: Capítulo focado na seleção criteriosa do paciente para a prótese parcial do joelho, critérios biomecânicos de indicação e prevenção de complicações no posicionamento dos componentes.
  • Surgical Options in Unicompartmental Knee Osteoarthritis: Osteotomy vs. Unicompartmental Knee Arthroplasty – Livro: The Sports Medicine Physician (Springer). Autores: S. Rocha Piedade, et al. Descrição: Estudo comparativo entre procedimentos de alinhamento ósseo (osteotomias) e a substituição parcial unicompartimental em pacientes ativos com artrose restrita a apenas um compartimento do joelho. 
Prof. Dr. Sérgio Piedade
Prof. Dr. Sergio Piedade

MD, MSc, PhD, Associate Professor FCM/UNICAMP

Médico do Esporte e Cirurgião Ortopédico Joelho, com mais de 30 anos de atuação clínica e acadêmica.

Professor Associado da FCM/UNICAMP, consolidou-se como referência nacional e internacional em cirurgia do joelho. Possui pós-doutorado pela Université Claude Bernard (Lyon/França) e é autor de 4 livros internacionais, mais de 40 artigos científicos e 35 capítulos de livros nas áreas de ortopedia, biomecânica e medicina esportiva.

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