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Neste post, você vai entender como a dor no joelho se manifesta em diferentes faixas etárias, quais são os principais fatores de risco e, acima de tudo, como prevenir lesões e cuidar melhor da sua saúde articular.
Prof. Dr. Sergio R. Piedade
A dor no joelho é uma das queixas mais comuns nos consultórios de ortopedia e medicina esportiva. Embora possa surgir em qualquer idade, suas causas variam conforme a fase da vida, o estilo de vida e o tipo de atividade física praticada.
Durante a infância, o entusiasmo pelas brincadeiras e esportes costuma vir acompanhado de quedas e traumas. Como consequência, é comum o surgimento de contusões e, em alguns casos, fraturas em ossos ainda em desenvolvimento — as chamadas lesões da placa de crescimento.
Além disso, quando a dor não está relacionada a um trauma direto, é importante considerar outras articulações próximas, como coluna, tornozelo e quadril. Nesses casos, falamos em dor referida, que exige uma avaliação cuidadosa.
Por outro lado, há também a conhecida dor do crescimento, que não tem causa definida, é autolimitada e costuma responder bem ao tratamento com repouso e analgésicos.
À medida que avançamos para a juventude e a vida adulta, outros fatores passam a influenciar. Por exemplo, tanto o sedentarismo quanto o excesso de treino — especialmente quando feito de forma inadequada — podem gerar sobrecargas funcionais, levando ao desenvolvimento de tendinites e bursites.
Além disso, esportes como futebol, vôlei, basquete e judô apresentam alto risco de entorses, que são os principais causadores de lesões ligamentares — especialmente no ligamento cruzado anterior, uma das lesões mais comuns e que frequentemente exige cirurgia.
Adicionalmente, as fraturas também podem ocorrer, provocadas por traumas de alta ou baixa energia, afetando estruturas como a patela, a tíbia proximal e o fêmur distal.
Por fim, é importante destacar que, com o passar dos anos, as causas de dor no joelho tendem a estar relacionadas a alterações degenerativas. Em outras palavras, trata-se do processo natural de envelhecimento das articulações. A artrose, por exemplo, evolui gradualmente, e os sintomas — dor, estalos (crepitação) e limitação de movimento — acompanham essa progressão.
Diante de tudo isso, é essencial reforçar que a prática regular de atividades físicas traz inúmeros benefícios. Por um lado, melhora o desempenho do sistema cardiovascular; por outro, fortalece o sistema musculoesquelético.
Entretanto, é preciso lembrar que o esporte não está livre de riscos — especialmente para os joelhos. Na prática clínica, observa-se que grande parte das dores está associada a atividades físicas ou profissionais realizadas de forma impulsiva, empírica ou traumática.
Portanto, a avaliação pré-participativa torna-se fundamental. Ela permite identificar lesões pré-existentes e detectar desequilíbrios musculoesqueléticos que podem predispor a novas lesões durante a prática esportiva.
Em resumo, compreender as causas da dor no joelho em cada fase da vida é essencial para prevenir lesões e promover uma prática esportiva segura e saudável. Com orientação adequada e atenção aos sinais do corpo, é possível manter a saúde articular e aproveitar os benefícios da atividade física com mais segurança.
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